As palavras de um poema de amor
parecem sempre incompletas,
há nelas tanta alegria quanto ardor
mas nunca me parecem certas.
Escrevo e leio desenfreadamente
numa procura em campo tão vasto,
e solto as palavras alegremente
como pastor que solta o rebanho no pasto.
As palavras são um agradável espasmo
de vontade de escrever,
mas assim que escrevo rasgo
por sentir difrente do que estou a ler.
E amo de forma tão errante que me parece
errado escrever em quadra,
deveria antes escrever em quintilha ou terceto
E enquanto escrevo escurece
e é o amor que me guarda.
O amor é a minha inspiração e o meu cianeto.
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