Um relógio partido e sem tempo
uma janela aberta e um barco lá fora
um pouco de sol, um pouco de vento
o melhor argumento para me ir embora
O banco de jardim onde me sento
convida-me a ficar, embora
eu saiba que o meu alento
é para partir, e se assim for, é agora
Não sou pedra, nem sou folha, mas tento
que nada me impessa de ir para fora
deste emaranhado de gente estática, sem sentimento
em que disfarçam sorrisos com a face que cora
E choram e riem com o mesmo acento
fazendo-me perder mais do que hora,
a tentar perceber num café barulhento
onde está alguém com quem ir mundo fora.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
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