segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Doença

Geme a voz que sai rouca
do peito em pranto que assiste,
à morte impávida da filha que não resite
à doença que em seu corpo se solta.

Chora a mãe que não contem
a vontade que a morte a leve também
e a salve deste sofrimento agudo.
Chora num grito tal, que de extrema dor, sai mudo.

O seu corpo de suor frio parece quente
junto do corpo frio da filha que aperta contra o peito,
na esperança que o seu coração pelas duas aguente.
Como pode um acto de vida ser tão imperfeito?

Toda a sua vida estava nos cabelos do rebento
em quem esperou encontrar o alento perdido.
Ela era o único perfume que ficara de um casamento
que terminara como se nunca tivesse existido.

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