Observo ao longe num dia ameno
Os campos de centeio,
E o monge de ar sereno
Que passeia no seu meio
Todas as madrugadas
Vai descalço pelo campo orando,
De mangas arregaçadas
E reza enquanto vai plantando
Transpira o monge ao calor
Mas vai calmo e santo,
E das suas mãos fica o amor
Com que cuida do campo
A chuva nos campos deixa
A água com que lava os pés,
E sem chorar e sem queixas
Vai e planta tudo outra vez
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