Um pôr-do-sol por si
Não inspira a alma,
Mas sim o cair da noite que vivi
Que de tão serena e calma
Quis escrever para ti,
Em palavras tão secretas
Que até eu quando as li
Julguei serem de outros poetas.
Foi uma noite de Setembro
Com o calor ameno de Verão,
Se estava lá mais alguém, não me lembro,
Mas nada teria alterado tal sensação
Consegui distinguir com nitidez
As tuas formas a pincel
Naquele final de tarde de embriaguez
De tons laranja da tua pele.
Namorei aquele horizonte
Não como fim mas como princípio
De uma caminho e uma ponte
Entre mim e aquele sítio
Onde percebi porque és
A mais pura prova de beleza,
Porque mais do que a que eu piso a meus pés
Está em ti a Natureza.
Nem a chuva que caiu de seguida
Me levou a procurar abrigo,
Pois senti o calor e guarida
Daquela tarde que arderá comigo
Para o resto das tardes da minha vida
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