como paredes rupestres com símbolos indecifráveis
Montanha tu és a estrada
por onde caminho sossegado.
E mesmo na escuridão cerrada
és o trilho, a paisagem e o final ansiado.
Montanha és o verde que quero
abraçar e cheirar e adormecer
e amar e amar e compreender
e caminho, sozinho, mas espero.
Sei que não caminhas mas és o caminho
que não percebes, mas és a conclusão.
Que não bebes mas és o vinho
e que está entre nós a mais louca razão.
Montanha és o rio, onde quero boiar
e ser folha solta na tua corrente.
És o ponto de partida e a vida está a começar
Atrás, ao lado e à tua frente.
Montanha és a pedra, onde tento.
És a erosão e os séculos e os segundos.
És a mais bela montanha de dois mundos
e és a pedra onde no final do poema me sento.

Sem comentários:
Enviar um comentário