e chegas a casa em água,
e carregas molhado a mágoa
e também a saudade
Então partiste o teu barco, perdeste as velas
e perdeste a vontade de remar.
Fechas-te em casa e cerras todas as janelas
e corres as portadas para só a escuridão ficar
Perdeste a tua confiança
e então achas que perdeste a regata.
Anseias o sol e a bonança
mas ficas no escuro, parado, que mata.
Despe a camisa e faz dela as velas
dos atacadores o fios e o leme,
mete o chá quente ao lume e treme
treme uma última vez antes de recomeçar
Segue agora. Mesmo enquanto sangras.
Liberta-te do peso que levas nos bolsos carregados do 'ter'.
Da camisola, arregaça as mangas
e segue por esses caminhos inexplorados do teu 'Ser'.

eu sou mesmo tua fã, lourenço. Este é muito intenso, gosto disso. :)
ResponderEliminar