Povo que esperas pequenino
que passe a névoa e a poeira.
E clamas ao céu divino
Que Deus Queira!
Que estejas à minha espera
com o sorriso e uma parteira
Que a sopa do teu tacho
saiba tão bem quanto cheira
Que a chuva não arruíne a feira
e que não transborde o riacho
Que o vento arrefeça a tarde
e não apague a fogueira
Que o lume não se apague
e que pegue a madeira
Que ela saiba que a amo
e que a espero na clareira
Que a lua seja traiçoeira
como a conhecemos
Que no Carnaval não leves a mal
e entres na brincadeira
Que a morte não fique à nossa beira
enquanto adormecemos
Que sejas igualmente forte
e a mesma alma de guerreira
Um dia quando a morte
me aparecer numa ratoeira
E que ela sempre saiba
Que a amei de qualquer maneira
Que Deus Queira!

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