O relógio alarme e o frio matinal
numa janela entreaberta do sonho e do quarto.
Abre o dia o seu explendor.
Abre a alma a sua porta.
A água fria e o pão tostado.
A chave de casa e as horas.
A pedra da calçada e a estrada.
A porta de entrada e o ganha pão.
As horas que passam. Passam.
A cabeça turva que pede em oração.
Que os dias passem mas os anos não.
Que as rugas manchem a cara, mas nunca o coração

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