Iniciava-se daí a dois dias a sua grande viagem a pé.
Ele estava pronto para partir. Sabia para onde ia e o que tinha que levar. Não tinha tudo o que precisava. Mas o facto de estar ciente do que levava e do que ficava, deixava-o preparado e seguro para se precisasse do que não tinha, não procurasse mais do que uma alternativa.
Mas uma força inveterada nele, revelada na véspera da sua partida, veio alterar a viagem.
O destino era o mesmo. As saudades do que ficava também se mantinham. Mas talvez não precisasse de tudo o que levava.
Um dos objectos que escolhera levar, com medo de passar por uma zona não iluminada, revelava-se agora inútil e representava mais um peso, que dificultaria a viagem.

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