Perguntou um dia à sua mãe
se alguma vez iria morrer.
E ela sem saber
disse-lhe que não, e eu acreditei também.
Sem morrer sobra tempo para namorar
e um dia e ainda outro dia para viver.
E enquanto anoitece, arrefece o ser,
e há mais outro dia e outro a seguir para crescer.
Perguntou desta vez ao seu pai
se quem amava também sofria.
E ele que já sabia
disse-lhe que não, e eu acreditei também.
Sem sofrer podemos amar sem medida
e dar o que temos e o que encontramos para dar.
Damos tanto, até a vida...
e ainda fica tanto para gastar.
Já depois de crescido, perguntou a um tio
se o seu coração podia dar,
e ele que percebeu que ele estava a amar
disse-lhe que o coração é como um rio
que podes oferecer mas não o podes parar!
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Este está giro :)
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