Sangra-me o coração dorído
nas veias comprimidas
de uma dor visceral e transcendente.
A pele negra e azul de sangue pisado.
Jorra desenfreadamente sangue nas veias
que enchem um balão de sangue que ferve
na eminência de rebentar ao sopro.
A pele enferma do excesso de irrigação.
Ao cérebro chegam impulsos doentes
de corpo que sofre impotente e agoniza.
A carne do coração escorre de sangue
para os outros orgãos em aflição.
Nas mãos vêem-se as veias salientes
de um verde azulado enfermo.
Os pés azuis secos e os joelhos brancos
com o peso do corpo moribundo que carregam.
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