e uma noite em branco,
em que os ponteiros delimitam o espaço
entre os sonhos, acordado e atento.
A fome, a fúria e a sede
de mais, de intenso e do tanto
que sou, que me dás e do que faço.
Do infinito ao compasso do tempo.
Do amor que jorra da minha alma,
que se une à tua no mais ínfimo de nós,
e do que segredamos em gritos de euforia serena.
Na noite em que os nossos pés se tocam.
E na agitação, só a madrugada se mantém calma.
E vai aos poucos soltando a luz que se funde na nossa voz.
A manhã surge poética e amena
nos nossos corações que amor e poesia invocam.
Amando um sonho que aos poucos se foi espalhando
e na poesia que na nossa pele seca reluzia!

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