quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Boa Noite

Que jeito formoso e sorriso soslaio

Que peito harmonioso

Que passos tão seguros enquanto chove

Que perfume tão natural

Que ciúme do casaco que te envolve

Que noite de tão grande temporal

 

Mas a chuva caía e não cessava

os relâmpagos reluziam e os trovões explodiam

e a chuva nem te molhava

As poças não te impediam

Os teus passos eram como teclas de um piano

Mas a noite tingia e a luz faltava

as ruas eram sequências de caminhos escuros e vazios

com carreiros de chuva como rios

e o teu passo não abrandava

 

Mas os carros aceleravam

passavam por ti por um triz de distância

e tu seguias, passo sobre passo, com extrema elegância

 

Onde irias, se não te chamasse

naquela hora de tristes desamparados

 

Entraste e eu fechei os cortinados

 

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