Perde a direção quem não passeia
Que não divaga, quem deixa de sentir.
Perde a vontade quem não devaneia
Quem não ouve música ou não dança até cair.
Quem vê na televisão a vida e acredita
Que para lá do ecrã está tudo.
Perde as palavras quem não lê e não medita.
Quem não conversa, fica mudo.
Quem não veste outra cor
E não olha pela janela no caminho.
Quem não se deixa guiar pelo amor
Ficará sem si, ficará mais sozinho.
E de ter sido tanto mas não ter sentido nada,
Morre a cada segundo mais uma alma promissora.
Morrem nas esquinas da aldeia abandonada
Do seu ser. Nessa angústia que demora.
E assim posso dizer do que vi,
Que não quero deixar de ser tanto em cada estrada.
Para que toda a música e poesia que senti,
Sejam uma aventura constante contra o pranto e contra o nada!

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