sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Escrever

E foi assim, talvez fosse inverno,
que a escrita me revelou as voltas,
e aprendi que os olhos da cara
não têm metade do alcance dos olhos da alma

Que os versos do cérebro são do caderno
e os versos da alma são em folhas soltas.
Que aquilo que me inspira é uma ferida que não sara
mas que pode arder como um cigarro numa noite calma.

E as palavras voam como outono
e as letras de amor são tardes estivais
Que as horas em que se escreve parecem eternas

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