Não dança, mas baloiça.
Não canta, assobia.
Não parte mas dobra um coração
que de tão só se abre para receber.
Não abraça, mas encosta-se.
Não aquece mas mantém a temperatura.
Não ilumina mas deixa ver e mostra-se
não fica para dormir, mas perdura.
E quando o sol se põe parte outra vez
fazendo crer ser insensatez qualquer desejo
que libertou em cortejo na noite passada
quando deitada se despiu ao relento.
O som que ficou nesse momento no ar
foram ecos de gestos e palavras proferidas
que foram sendo sentidas a dois
durante e antes do depois.
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