segunda-feira, 14 de maio de 2012


A tua pele

esse perfume que emana

essa sede profana que cria

na minha garganta rouca de te amar.


E passam os anos, cinco anos.

E todos os dias o seu perfume de maçãs verdes

como verde o teu olhar,

Leva-me para um estado de alma onde os humanos

jamais sonhariam poder chegar.



Quebram paredes em mim e fico assim

louco de um amor sereno que me vem Embalar.



As tuas mão cobertas dessa pele

são como seda embrenhada no mel

sem perder a textura doce e os dedos finos

são mais doces que açucares divinos.



E cada dia em nós há mais uma voz

Há pés nos pés através da areia da praia dos lençóis.

Há uma veia que vem cheia de um sangue que veloz

corre pelos campos de papoilas e girassóis!



Tão nossos e tão teus, e por isso meus.

Tão sagrado e inesperado esse pulsar do coração

que atingindo os céus ultrapassa a nossa dimensão.

E um amor que jorra como água da tua mão.



E eu, pássaro pequenino a voar,

bebo da tua mão como se não houvesse outro dia.

Com esta sede profana que o teu amor cria

na minha garganta rouca de te amar.



E não haja mais verdade em mim

que este amor que deixo escapar em versos.

Do teu amor que apareceu assim

e nos meus cabelos em teus dedos submersos!

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