domingo, 29 de julho de 2012
Sem uma razão maior, eu passava naquela rua quando tudo aconteceu. Teria sido um dia igual a todos os outros, estava bem disposto e não levava nenhuma preocupação. Tudo desde manhã tinha sido a correr, mas isso não fazia desse dia um dia diferente, pois é de mim começar tudo no momento de acabar. Não sei que perfume levava, mas sei que não tinha escolhido com especial cuidado, pois nada fazia prever este desfecho. Talvez levasse uma camisa, é provável. E umas calças claras. Estava um bocado de frio e por isso deveria levar uma camisola atada à cintura. Antes de tudo acontecer lembro-me de estar a planear na minha cabeça o dia seguinte, creio que ia apresentar algum trabalho na faculdade e a minha irmã mais velha recordara-me da necessidade de planear. Ainda não trabalhava, mas já andava à procura de trabalho. Mas ainda estava na residência de estudantes, por isso ter saído à noite não era algo também fora do vulgar. E de repente, tu apareceste. Até hoje. E eu apareci.
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