Com certeza.
Só na inércia não há nada,
e só no nada tudo morre.
O amor sobrevive na liberdade
e a liberdade tem a sua destreza.
Enquanto existe força, nada acaba.
Enquanto existe força, o sangue corre.
E nos dias cinzentos,
sem sol e sem as estrelas dos poetas?
Há amor que sobreviva?
Há vontade que persiste?
Sim. Há momentos.
Que são partes incertas
de um amor que deriva
mas mesmo em silêncio, não vai triste.
Porque triste é não sentir.
Não sentir é não amar.
E não amar é desistir
de uma vida a dois ao luar!

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