Ele deveria ter sabido,
mesmo antes de sorrir,
que aquele beijo era de despedida
e que ela partiria nessa noite.
Ele poderia ter contido
a sua vontade de partir,
e ela poderia ter ficado adormecida
nos seus braços protectores.
Ele deveria ter percebido,
antes de agradecer a visita,
que aquele abraço era do final
e que ela não voltaria mais.
E o vinho bebido teria permanecido
e a dança no jardim seria infinita
devia tê-la prendido no seu rosal
e viveriam no seu amor por eternos natais.
De tudo deveria ter feito
para não deixar partir daquele jeito
a pessoa que lhe tinha aberto o peito
ao perfume do amor-perfeito.
Mas se tivesse sabido,
o que teria acontecido?
Como teria ele reagido,
e será que a teria prendido?
Não. Diz-me ele entre soluços.
Ele sabia... ela é que não!
Mas nada diferente se teria passado.

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