O seu passo tão leve
é como os de uma criança livre,
e os seus sonhos coloridos
são como todos os sonhos deveriam ser.
As histórias que conta como quem escreve
onde toda a gente ri, canta e vive,
onde parecem existir mais do que cinco sentidos,
e apetece descalçar os sapatos e ir para lá viver.
Mas a porta abre e a janela bate
com a fúria do vento,
o cão ladra e a loiça parte
e os gritos são de sofrimento.
Os pássaros voam e as cadeiras caem,
os gritos ecoam e as cores desaparecem,
a mão bate e as lágrimas saem,
as luzes escurecem.
A culpa é dividida
e ela aceita ser a mais culpada.
Ele culpa-a da sua triste vida
e ela deita-se na sua almofada.
De manhã cedo ele sai para trabalhar
e os pássaros aparecem vindos da calma.
Assobia músicas de um filme romeno,
e dança ao ritmo de um tambor.
Solta a trança para saltar.
Ri-se louca e fala calma.
Ama e pinta e apaixona-se pelo sabor ameno
Do perfume que emana o seu tanto amor.
Desta vez foi mais forte o bater da porta,
As cadeiras caíram e a mesa também.
Desta vez ela gritou e chamou por alguém
E ele ainda pediu perdão antes de saber que ela estava morta.
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