terça-feira, 22 de abril de 2014

Foi numa manhã que senti ao acordar
que sonhava acordado.
Um sonho tão leve tão quente,
que fervia a palma do meu pé.

Os meus dedos soltos envoltos
nas ondas do meu cabelo macio,
os meus olhos abertos cobertos
de uma luz que nunca antes vira.

O café não soube a café.
E as notícias que passavam no rádio
eram músicas felizes.

A minha pele arrepiada
reflectia o ambiente luminoso
e ao esticar a pele apagava todas as cicatrizes.

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