quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Toda a minha vida
Tem sido uma luta que não posso vencer:
proteger uma ferida
cujo sangue não consigo deter.

É uma ferida que arde mais do que dói.
Que sangra quando raspa na parede,
que é hoje maior do que já foi,
e que de tão líquida me faz morrer de sede.

É uma ferida a céu aberto
com sangue que jorra como rio perdido.
E magoa tanto que estou certo
que se não morrer sem sangue, morro de tão dorido.

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