segunda-feira, 9 de março de 2015



Quando me sentava na berma do passeio
caracóis ao vento e sol na cara, pés descalços no chão.
Estava então à espera que chegasses
E me levasses nos teus braços.

O medo que nunca tive, dei-o.
E apertei todos os sonhos na palma da mão.
Podia ser que nunca passasses
mas esses são da vida os percalços.

Passaram vinte luas e seis sóis
A chuva encheu e esvaziou os canteiros.
As árvores perderam e ganharam as folhas e as flores.
E os ponteiros dos relógios como moinhos a moer.

Tudo para que partilhássemos os mesmos lençóis
os mesmos abraços e corações inteiros.
Mesmo as dores fazem parte dos cancioneiros dos amores.
E afinal, no final, só eu e tu e os nossos caminhos até ver.

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