sexta-feira, 1 de maio de 2015

Por um noite.

Se por apenas uma noite
O meu corpo perder a gravidade
A minha matéria for mar suspenso
E os pensamentos ondas e correntes aéreas.

Então estaremos juntos nesse ponto
Em que toda a vida é imensa liberdade
De pensar o que digo e dizer o que penso
De pronunciar as palavras inteiras e dançar as ondas venéreas.

Eu tive um sonho numa dessas manhãs d’ouro
Em que os meus pés e joelhos perdiam os pesos
As minhas mãos ignoravam a ligação à cabeça
E até as palavras podiam ter significados independentes.

E assim fomos um instante duradouro
Em que de tudo saíamos sempre ilesos
Não permitindo que a ligação se esqueça

Mas esquecendo as pedras nos bolsos e as correntes.

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