onde perco os dedos e o nariz,
são a ceda e o cetim onde cavalos alados
guardam as asas, os segredos e afins.
A tua voz quente e riso solto,
eleva-me entre pensamentos.
Ela guardo e a ela volto
todos os mais momentos.
Os teus olhos despertos e selvagens
reflexos de verdejantes jardins e pedras preciosas.
São luz que me transporta entre paragens
cósmicas, lunares e paraísos em noites airosas.
A tua pele branca, laranja ao sol, emana calor
e tem perfume de amor e tentação.
Faz de mim artista plástico e experiente escultor
percorrendo os lugares por onde corre o sangue do teu coração.
Que perfume emanas, que me vicia e me enloquece.
Que ciume tenho do ar que entra pelo teu nariz perfeito.
Queria eu ser os tecidos que te cobrem.
Queria viver colado ao teu peito nu.
Queria para sempre ser a água que bebes.
Ser a água e ser a fonte que a expele.
Ser cada pensamento a que te entregues,
até ao lugar em que o céu toca o horizonte da tua pele.

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