quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
É assim que chego ao fim
de mais uma jornada.
Armadura de lado e pele nua
cigarros a dentro nesta madrugada.
Só o corpo despido pode repousar,
pendurado num cabide de mim mesmo.
Onde repouso, enfim, e me deixo estar
pingando o sangue e suor e lágrimas ao relento.
Pendurado pelo meio do corpo
para que nem a cabeça nem os pés me segurem
mas antes o meu peso me permaneça
enquanto o ar me seca as veias e renova a pele.
Assim fico, sem estar em parte alguma.
Repouso tão somente como um lenço no estendal.
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