terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Ela estendeu-lhe a mão e baixou a cabeça,
"senhor, dê-me de comer".
Ele passou ao lado, não lhe interessa.
Ela insistiu: "ajuda-me a ser".
Ele parou por um instante e notou,
as suas roupas gastas e rotas num dia tão frio.
Onde será que dorme, quem a abandonou,
de onde lhe vem aquele semblante tão sombrio?
"Senhor dê-me de comer", repetiu a senhora.
Ele fingiu não ouvir mas retorquiu pelo meio:
"porque não te vais embora?"
"Não tenho onde ir, sou daqui deste passeio".
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