quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um passo em falso
e desmoronou o vaso.
Caíram as flores aos cactos
Adormeceram as borboletas.

Mais um passo
Num caminho tão estreito e tão raso
Por lugares tão  tristes e escassos
Sem sol, sem outras estrelas ou cometas.

Porque despejas o ninho?
Porque despes as asas?
Porque roubas as cordas da viola?
Como te atreves a apagar a luz?

Não compreendo esse caminho
Que apaga a luz das casas
Que mendiga por esmola.
Esse caminho que a nada conduz.

Mas sei para mim
Que de tudo fiz.
Se chegar o fim
Numa qualquer hora morta de calor

Rega as flores do jardim.
Vai sereno e feliz.
Despede-te assim
E ao saíres, fecha a porta,  por favor.

Ao partires, nada importa, meu amor.



Sem comentários:

Enviar um comentário