Um passo em falso
e desmoronou o vaso.
Caíram as flores aos cactos
Adormeceram as borboletas.
Mais um passo
Num caminho tão estreito e tão raso
Por lugares tão tristes e escassos
Sem sol, sem outras estrelas ou cometas.
Porque despejas o ninho?
Porque despes as asas?
Porque roubas as cordas da viola?
Como te atreves a apagar a luz?
Não compreendo esse caminho
Que apaga a luz das casas
Que mendiga por esmola.
Esse caminho que a nada conduz.
Mas sei para mim
Que de tudo fiz.
Se chegar o fim
Numa qualquer hora morta de calor
Rega as flores do jardim.
Vai sereno e feliz.
Despede-te assim
E ao saíres, fecha a porta, por favor.
Ao partires, nada importa, meu amor.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
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