Mais dolorosa que uma noite fria,
É a frieza de uma noite vazia
Que entra mesquinha na nossa paz
Para assombrar cantos perdidos de nós.
E remexe nas dores do passado
Sem licença e sem cuidado
Tudo leva, nada traz
De vazios, ficamos sós.
O cigarro entre os dedos arde
E um sabor amargo que não parte
Faz-me crer de nada capaz
Fica uma angústia de um peso atroz.
Que noites frias e vadias
Em que passeio pelo devaneio
De uma rajada de vento que leva os dias
Tudo e nada num momento de anseio.
O que posso querer mais que um abraço,
e palavras de chá quente?
Mãe, deixe-me deitar a minha cabeça no seu regaço
até ser manhã novamente.
domingo, 10 de janeiro de 2016
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