Nos jardins do meu ser
Há estradas sem destino
E noites sem luar.
Tempestades e nevoeiros.
Mas é ao anoitecer
Que sou indefeso pequenino
Um pedaço de nada a deambular
Pelos poemas e cinzeiros.
E os pés descalços
Na pedra fria da calçada
Recordam-me de onde venho
De coração indefeso e tremido
É na praia que os meus passos
Retornam à origem salgada
Nada trago e nada tenho
Que o meu espírito ferido.
E peço ao mar que me tome
Às ondas que me guiem pelo fosso.
O sal que me consome
Até ser alma e osso.
Nesse momento em que desvanece
Em que caminho perdido.
E então amanhece...
...E pego em mim, e sigo.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
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