quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Nos jardins do meu ser
Há estradas sem destino
E noites sem luar.
Tempestades e nevoeiros.

Mas é ao anoitecer
Que sou indefeso pequenino
Um pedaço de nada a deambular
Pelos poemas e cinzeiros.

E os pés descalços
Na pedra fria da calçada
Recordam-me de onde venho
De coração indefeso e tremido

É na praia que os meus passos
Retornam à origem salgada
Nada trago e nada tenho
Que o meu espírito ferido.

E peço ao mar que me tome
Às ondas que me guiem pelo fosso.
O sal que me consome
Até ser alma e osso.

Nesse momento em que desvanece
Em que caminho perdido.
E então amanhece...
...E pego em mim, e sigo.

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