Quando primeiro tocámos a terra
Éramos luz e energia pura
Desconhecíamos a dor e a guerra
Longe do salgado e da amargura
Não sei porque nos tornámos assim
Mas não vou querer seguir em frente
Quero voltar a ser parte de mim
Ser terra do chão, molhada e quente
Segue, e sigam todos por aí,
Mas para mim esse não é o caminho
Se sentisses o que em tempos senti
Percebias porque retomo a mim, sozinho.
Quero ser tronco de árvore madura
Semente de vegetação selvagem
Quero ser fogueira enquanto a noite perdura
E de dia ser folha ao vento de viagem
Quero ser tudo e ser parte de nada
Sem matéria, sem alma,
Vaguear sem destino e sem chegada
Ser corrente de água transparente e calma
Queres ir por aí? Vai. Segue.
Mas liberta-me desta corrente pesada.
Quero ir por ali, onde se diz que não se consegue,
Quero ir nu, tão só eu de alma esvaziada.
E ser outra vez partícula
Ser componente da criação
Não quero essa vontade ridícula
De ser mais porque os outros o são.
E peço ardentemente para poder ir
E quando chegar a este lugar algures
Que me deixem seguir, sendo eu sem sentir,
E quando cair, não me segures.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
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