E entre as paisagens pictóricas do campo
Um poeta deambula feliz com a sua pena
Entre os versos de amor e pranto.
O tempo para e a respiração sustida
Antecipam o alívio da palavra derramada.
Numa só palavra toda uma vida
Escrita, bendita, proferida, aflitamente aliviada.
Nada que passe trespassa o coração empenhado
Na descoberta de um poema esbanjado
Entre pensamentos dispersos em versos
Que aos poucos foram caindo no papel amarrotado
São circulos de poesia em ciclos matemáticos
Por formas inexistentes. Que escrevem e ardem
Do âmago para as letras em momentos dramáticos
Escrevendo sem que as palavras acabem.

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