Revelam aos poucos a matutina vida
Uns lêem sentados, outro bebem de pé,
Uns encontram, alguns choram a despedida.
Mas ninguém parece indiferente
Ao ambiente de aromas e cores
De gente entre a gente, assente
Nas conversas e silêncios da Praça das Flores.
A tristeza da rotina contrasta
Com a destreza com que bebem cafeína
Talvez amando vingar a vida madresta
Mas de certeza vivendo hirtos a sua sina
Numa manhã que se arrasta e desbrava
Por entre troncos despidos de árvores centenárias
E gentes indiferentes num local bucólico que gritava
Cada jeito, cada sorriso, cada uma das vidas contrárias.

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