Mas que aperto é este
que me toma e insiste,
que me alegra num tom agreste
e me alegra em modo triste?
Que voltas o mundo deu
que o Universo explode-me no peito?
E os meus pés tocam gelados o céu
num doce amargo jeito imperfeito.
Perco o norte e sigo a sul,
ansiando a paz que me escapa.
Sinto os olhos pesados e a saliva azul
dos cigarros trincados em dose farta.
Mas que hora é esta, tão incerta,
que me me leva e eleva na queda?
Tento-me erguer mas aquela dor aperta
e só quando choro a angústia sossega.
E sigo, vou indo sorrindo,
na esperança que ainda sou
uma criança aos poucos sentindo
o mundo que do ventre a roubou.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
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