Quando chegar aos 40 anos,
E olhar para as minhas mãos,
Vou querer que mantenham as cicatrizes
Mesmo que enrugadas e mais escuras.
Quero ter cometido mais enganos,
Vivido dias menos sãos,
Sem regras ou directrizes,
E mais noites de dor e fissuras.
Que os meus pés estejam descalços
Mesmo na pedra fria
Quantos mais percalços
Mais sereno é o nascer do dia.
terça-feira, 17 de maio de 2016
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário