Quando entreguei as malas
Para poder embarcar, percebi.
Duas horas de voo e duas escalas
E estarei longe daqui.
O que levo em mim
Deveria sobrecarregar o avião.
Ele cairá só do que carrego, enfim,
Numa alma cheia de arquivos do coração.
Chegará ele ao ceu?
Provacarei tamanha turbulência?
É justo carregar este peso apenas eu?
Não sei se quero carregar tamanha vivência.
E antes de entrar para partir
Vou naquela janela, expirar o que levo.
Deverei chorar por ver tanto de mim sumir.
Mas tranquilo porque me deve a vida, tanto quanto eu lhe devo.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
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