quinta-feira, 26 de maio de 2016

Quando entreguei as malas
Para poder embarcar, percebi.
Duas horas de voo e duas escalas
E estarei longe daqui.

O que levo em mim
Deveria sobrecarregar o avião.
Ele cairá só do que carrego, enfim,
Numa alma cheia de arquivos do coração.

Chegará ele ao ceu?
Provacarei tamanha turbulência?
É justo carregar este peso apenas eu?
Não sei se quero carregar tamanha vivência.

E antes de entrar para partir
Vou naquela janela, expirar o que levo.
Deverei chorar por ver tanto de mim sumir.
Mas tranquilo porque me deve a vida, tanto quanto eu lhe devo.

Sem comentários:

Enviar um comentário