Há um rio que nasce em ti
e que alimenta toda a minha natureza.
Um rio de águas livres que descobri
quando passeava na incerteza.
As suas águas límpidas saciam a sede
da minha ânsia de vida e insensatez,
alimentam a margem floral e verde
e são da minha pela a sua tez.
As pedras submersas ou contornadas
são parte do caminho até ao mar onde fluis
E até as correntes que afundam fracas jangadas
são vigor do amor que corre nessas águas azuis.
Quis ser barragem no teu caudal
e ter só para mim essa água de tanto alento
mas compreendi o erro colossal
de quem prende essa energia e movimento.
É em liberdade que és integral e és imenso,
sem oposição, sem barreira e sem contrário
segues firme pela corrente onde me venço
e nos encontramos no estuário
Onde o meu sal e a tua água doce
são mistura e são fulgor.
Nada trago e largo tudo o que trouxe
para ser apenas água no oceano onde somos fonte de amor.

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