quinta-feira, 27 de outubro de 2016

As árvores nuas do Outono
Não são vazias
Não estão ao abandono
São fruto dos dias

As folhas que nelas crescerão
E a memória que delas perdura
Das flores que agora preenchem o chão 
Não as mergulham num fio de amargura

Mas antes recordam os trausentes
Mesmo os  mais esquecidos
Que as castanhas ainda quentes
Vieram daqueles troncos agora despidos

Não são arvores tristes e solitárias 
São marcos de passagem
Para que nas horas mais ordinárias 
Se possa recordar a viagem

Uma viagem feita de robustez e folhagem
Nos primeiros dias de Primavera e cor
E das chuvas e dos ventos que as trazem
Nuas nas ruas durante a espera dos dias de flor

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