Não são vazias
Não estão ao abandono
São fruto dos dias
As folhas que nelas crescerão
E a memória que delas perdura
Das flores que agora preenchem o chão
Não as mergulham num fio de amargura
Mas antes recordam os trausentes
Mesmo os mais esquecidos
Que as castanhas ainda quentes
Vieram daqueles troncos agora despidos
Não são arvores tristes e solitárias
São marcos de passagem
Para que nas horas mais ordinárias
Se possa recordar a viagem
Uma viagem feita de robustez e folhagem
Nos primeiros dias de Primavera e cor
E das chuvas e dos ventos que as trazem
Nuas nas ruas durante a espera dos dias de flor

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