E permitir não viver
Um amor que nos deixa baixar
As armas e defesas do nosso ser?
Haverá nota musical parecida?
Existirá dor mais apaziguada?
Que um amor que nos toma a vida
Entrando de soslaio por uma porta fechada.
Há no Universo alma mais viva
Que aquela que se deita à beira mar?
Para que as ondas de um amor à deriva
A levem numa viagem de espuma a transbordar.
Despido e descoberto ao relento
Perante tal harmonia e desassossego
Que eleva o espírito e parte no vento
De um sentimento surdo e cego.

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