terça-feira, 11 de outubro de 2016

Como pode alguém apagar 
E permitir não viver
Um amor que nos deixa baixar
As armas e defesas do nosso ser?

Haverá nota musical parecida?
Existirá dor mais apaziguada?
Que um amor que nos toma a vida
Entrando de soslaio por uma porta fechada.

Há no Universo alma mais viva
Que aquela que se deita à beira mar?
Para que as ondas de um amor à deriva 
A levem numa viagem de espuma a transbordar.

Despido e descoberto ao relento
Perante tal harmonia e desassossego 
Que eleva o espírito e parte no vento
De um sentimento surdo e cego.




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