Em plena rua da minha alma
Em frente ao café de esquina
Perdi o norte, perdi a calma
E segui à sorte da minha sina
Desci o passeio e acelerei o passo
Fui pelo meio da relva do jardim
Num devaneio segui descalço
Decidido a enfrentar a selva em mim
Se foi um ocaso daque momento
Não dei por nada na hora
Mas fui firme seguindo o vento
Indo inteiro estrada fora
Quem sou e ao que venho ao mundo?
Decidido a descobrir a verdade
Caminhei sem para um segundo
Tomando a minha total liberdade
Para a esquerda, pela direita,
Gritava a moral e o discernimento
Mas que importa ser o que toda a gente aceita
Se perder de mim o sentimento
De mãos vazias e peito aberto
De pernas frias mas sangue quente
Fui pelo sol qunte do deserto
E na noite gelada mantive-me apenas ciente
Que importa se é loucura este jeito
Ou apenas um raio de sanidade e nostalgia
Na verdade de nada me servia o preceito
Pelo que optei por uma rude alegria
E ri alto como os pássaros no céu da cúria
E chorei baixinho para não ser escutado
Parti num salto e rasgo de fúria
Num passo lento levemente acelerado
Fui sem pensar no regresso ou fim
Ignorando se assim estaria a fugir
Fui da terra ao universo em mim
E, no fim, voltei a casa para dormir.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário