domingo, 27 de novembro de 2016

Há hoje no azul do mar
Uma espécie de dor
Não sei por palavras explicar
Esta angústia pronunciada da cor

Azul que me derruba na estrada
Que me impele ao sofrimento
Suave como pena mas frio como uma espada
Que me atravessa o abdómen até à alma sangrada deste momento

O mar ondulado pungido de azul colbato
Que me leva como nau para o Adamastor enfrentar.
Mesmo que procurasse por esta sensação estar grato
Por que me regozijo de espelhar na alma o mar

Não sei nem quero carregar este fardo
de tons de azul tingidos por espumas desconexas
Que me fazem o paladar amargo
E me levam a alma às avessas

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