sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Apareceu, sabe lá a gente de onde,
Mão na anca, lenço colorido na cabeça.
Vinha à procura da fonte
Cheia de sede mas sem pressa.

Entre um gole e outro sorria
E dizia algo que não se percebia.
E eu ali fiquei, porquê não sei,
A vê-la tão feliz que não esquecerei.

As suas sete saias quase tapavam os pés
Descalços e de pele escura do pó do chão.
Bebia mais água e falava outra vez
E eu sem tréguas dei-lhe o meu coração.

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