Quando o dia nasce nas searas de trigo.
Quando o sol, ameno,
Traz harmonia ao que antes era perigo.
E entre as papoulas e o feno
Corre uma aragem de cheiro a figo
E fico atordoado por me sentir tão pequeno
Que já nem ser eu, eu consigo.
Que pestes e imundície corre na cidade
Por onde nossos pés sujos caminham
Aquilo a que chamamos modernidade
É um lixo onde as nossas doenças se avizinham.
Antes cegar que não conhecer da terra o cheiro
Antes perder a vida, que viver sem está sensatez da natureza.
E pra sempreviverei na pequenez do meu carreiro
Mas nunca longe desta clareza que só as plantas têm com tanta certeza.

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