sábado, 1 de julho de 2017

Ainda que o lume se apague
E o carvão ainda quente desvaneça,
E o frio rude da Sibéria
Tome os meus movimentos.

Ainda que a demência se propague
E por entre a minha existência se divague,
Que eu me deixe tomar pela miséria
Perdendo o ímpeto dos meus movimentos.

Ainda assim, mesmo que já sem mim,
Poderás abrir a pedra do meu coração
E encontrar sangue que corre sem fim
Para te amar sem termos, sem condição.

Amar-te tanto que o tempo e a razão
Se tornam ínfimos elementos
E os motivos são irrelevantes à condição
E as causas partículas e detrimentos.

Pois não há ciência ou conhecimento forense
Que explique tamanha fonte destemida
O meu amor por ti não me pertence
Permanece como fonte inesgotável de vida

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