Ainda que os teus olhos me reprovem
E que as tuas mãos soltem as minhas,
Ainda que as luzes se apaguem
E que corra a cortina sobre o palco.
Não pode a música silenciar a minha voz
Não pode a chuva apagar a chama
Não podem os olhos fechados impedir o movimento
Nem pode o vento levar-me a pele
A minha alma será sempre pássaro
O meu coração será sempre fogueira
Os meus pés serão sempre estrada
E o meu ímpeto será sempre índio.
E ainda que o mar se revolte
E a montanha se quebre à erosão
Mesmo que a madeira arda
E o comboio prta da estação
Não pode o mundividência ser lei
Nem a mundivivência ser regra
Não pode o homem ser dono
Do homem que não originou.
E assim, tão só quanto nasci,
Sou as curvas dos meus ossos
Mas sou também, numa manhã calma,
A euforia que me corre na alma.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
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