Num passeio pelas ruas da terra
Vi as crianças órfãs desprotegidas
Ouvi o choro das mulheres viúvas e despidas
Senti o cheiro das moscas nas suas feridas
Não creio que seja apenas a guerra
Mas é certamente a nossa indiferença
Das imagens distantes de um mundo sem convalescença
Com rostos desesperados, lágrimas rompidas, que partilhamos sem licença.
Ignora mais uma vez que existe
O sangue infantil no teu esgoto.
Vira a cara perante o rosto triste
De uma mulher de coração roto.
Mas não apagues a luz da realidade,
Da tua alma, do teu coração, do teu ventre,
Da tua família, dos teus amigos, da tua cidade.
Luz que nos culpará para sempre.
domingo, 26 de novembro de 2017
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