Por um breve momento,
No seu âmago apertado,
Um ímpeto e alento,
Reversos da mágoa e do fado.
No silêncio da alma em pranto,
A paixão arranha-lhe o peito,
Um resto do tanto
Dos dias de amor no leito
As lágrimas secam ao vento
Da face lavada virada ao sol
Do poeta em sofrimento,
De mãos rasgadas pelo anzol.
Mas, o seu sangue santo,
Seca nas palavras em folhas soltas,
Raiva e euforia no canto
Das unhas cravadas nas costas.
E é nos dias de morte certa,
Em que o corpo, enfim, sucumbe à sede
Que o mundo dá as palavras ao poeta,
E este, assim, as escreve na parede de si.
sábado, 18 de novembro de 2017
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