Os meus dedos abrem a ferida
Que jorra sonhos do meu peito
Um grito de dor, que é gruta de vida
De meu ser simples e imperfeito.
As armas pousadas na cabeceira
Num gesto de fervor pela verdade
Sou assim, pau seco na fogueira
Ardendo pela chama da liberdade
E tocando na ferida aberta
Toco na minha essência
Num desejo pela descoberta
Do amor que cobrirá a dor da minha vivência
Um sopro de espírito paira em mim
Um frio gélido que me arrasa,
Para que, enfim, no fim,
O mar me leve finalmente para casa.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
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